20 de junho de 2006

Panta rhei (*)

“O Deus é dia-noite, inverno-verão, guerra-paz, saciedade-fome; mas alterna-se como o fogo quando se mistura a incensos e se denomina consoante o gosto de cada um".

"O universo ora se incendeia, ora de novo se compõe do fogo, acendendo-se em medidas e apagando-se em medidas.”

(*): "Tudo flui."

"Todas as coisas são uma troca do fogo, e o fogo uma troca de todas as coisas."

Heráclito, Éfeso, aprox. 540 a.C. - 480 a.C.

(Notas: Todas as fotografias tiradas em Santa Isabel.
A última é de uma pequena queimada realizada no Inverno para prevenir incêndios no Verão.)

5 comentários:

Anónimo disse...

"...nada persiste, nem permanece o mesmo" a vida composta por tensões... a contemplação da Natureza...
Parabéns pelas maravilhosas fotografias!
E escolher este pré-socrático para as ilustrar com palavras foi de mestre! (um bocadinho dificil, mas aqui, muito gostoso)
Um beijo!

Anónimo disse...

Tudo flui...

Independente do desejo e da direção da fluidez...

1 beijo de boa noite!!!
Cris

Pedro Leite Ribeiro disse...

Ao contrário da mensagem de angústia que vulgarmente se pretende passar através de Heráclito, há, nesta alternância, nesta fluidez ou devir, uma permanência que nos aproxima do taoísmo e a sua noção do presente eterno. Em vez de nos assustarmos com a ideia entediante de repetição dos actos, ficamos com a sensação de que tudo o que fazemos é inteiramente novo, já que "nunca mergulhamos duas vezes nas águas do mesmo rio".
Abraços

Pedro Leite Ribeiro disse...

Para Mag e Cris, votos de límpidas manhãs e serenos entardeceres.

Anónimo disse...

Mesmo quando se mergulha em um mesmo rio, suas águas jamais são as mesmas...

As trocas são constantes e nunca, NADA, é igual...

A rotinas das trocas é que são constantes...

Um lindo dia pra ti!!!
Beijinhos e obrigada pelo belíssimo post!!!

Cris