Mein Kampf e Ahmadinejad


Ontem passaram quase despercebidas na blogosfera lusa duas notícias: os 82 anos da publicação do Mein Kampf e o adiamento por dez dias da execução de Sina Paymard. A vida deste jovem que, há dois anos atrás, tinha então 16 anos, cometeu um crime pelo qual foi, em julgamento de contornos nebulosos, condenado à morte, depende da capacidade da sua família de reunir a totalidade do dinheiro exigido pela família da vítima. 160 mil dólares, dos quais ainda só conseguiu pouco mais de metade. Esperamos que, mais do que o bom sucesso da família de Sina, o Irão recue na aplicação da pena capital, pelo menos a menores. O endereço electrónico do embaixador iraniano em Madrid, publicado aqui neste blogue, continua válido para fazer chegar ao governo do Ahmadinejad os nossos protestos.
Do Mein Kampf referiria dois factos: em 2015, comemorar-se-á o 70.º aniversário da morte do seu autor, e assim o término dos direitos de autor de acordo com a lei internacional que rege estes assuntos de copyright. Nessa data passará a domínio público, prevendo-se que haja uma explosão de edições do livro. O tema foi tratado no Der Spiegal, de cujo artigo destacaria a opinião de Salomon Korn, vice-presidente do Conselho Central de Judeus na Alemanha: "Não acho que o livro terá muita influência. É tão mal escrito, com tamanha confusão de idéias ilógicas, que qualquer leitor sensível simplesmente o joga de lado." (O artigo completo em Aliterações, metáforas e oxímoros)

    Subir ↑