Sim, bateu. Definitivamente.


Bateu no fundo?


Há muito que o copo estava cheio. Já não os podia ver nem pintados, esses governantes-governados. Há dias, a notícia da Ericeira, foi a gota do transbordo. Para mais, nesta altura em que o preço do crude não pára de subir e ninguém, não só no que toca a duplas tributações, zela pela Constituição. Hoje, a confirmação oficial da cumplicidade deste país, perdão, local mal frequentado, no envio de presos clandestinos para Guantánamo confirma também uma outra coisa: portugal (sim, com minúscula) bateu no fundo. Triste, desmazelado, abandonado à deriva, sem orgulho nem coragem, entregue a uma corja de novos-ricos oportunistas, ambiciosos de curto prazo, parolos sectários da república da treta, cínicos, mentirosos, hipócritas, inimigos de um povo dócil que enganam e exploram (como o Manuel Pinho tinha razão, lá onde se fazem os negócios da China!), assim vai, sabe-se lá para onde (com o acordo, talvez para o largo do Brasil), este cadáver de país.
É hora de deixar o roto barco. Quem puder que emigre. E se alguém disser que são os ratos os primeiros a abandonar, responda-se que antes rato que otário.
Leitura recomendada para o fim-de-semana: Miguel Real, A Morte de Portugal.

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